Existe momento certo para retirar o idoso do seu próprio lar?

O ato de cuidar não é tarefa das mais fáceis, especialmente quando envolve a tomada de decisões por terceiros, aqueles de quem se cuida. Porém, é necessário. Para auxiliar nesse processo, compartilhamos uma lista com 17 perguntas e reflexões que podem ajudar a identificar sinais de que o idoso não pode mais viver sozinho

17 sinais de que o idosos não pode mais viver sozinhoUma dentre as maiores dificuldades encontradas na segunda metade da vida, sem dúvida, está ver algum parente ou amigo mais velho enfrentar problemas de saúde, física ou cognitiva. Afinal, além de um espelho para um futuro não tão distante, a situação demanda muita sensibilidade na hora de tomar decisões por outra pessoa – quando a mesma já não o pode mais fazer – ou ao seu lado, se ainda for possível. A perda de autonomia, muitas vezes, desencadeia a necessidade de uma assistência integral. E como provê-la se você ainda trabalha fora, tem filhos, projetos de trabalho e de vida para tocar?

Uma das alternativas é a alteração ou adaptação do local em que o idoso vive. Longe de ser uma tarefa fácil – afinal é ali que estão todas as suas memórias físicas e afetivas – há fatores que, de acordo com Paula Spencer Scott, editora sênior do site Caring.com, não devem ser negligenciados. A saúde e a manutenção da vida com o máximo de proveito ainda devem funcionar como guia.

Por isso, para ajudar àqueles que estão na dúvida sobre o momento em que, de fato, devem interceder na autonomia e vida dos seus velhos, ela criou uma lista de recomendações e tópicos para ajudar na tomada de decisão, transcrita a seguir:

 

Atente para mudanças físicas, como perda ou ganho de peso, aumento na fragilidade ou odores corporais.

Nos últimos tempos, houve alguma diminuição nas atividades sociais do idoso, incluindo passeios com amigos, visitas a vizinhos ou participação em eventos religiosos ou outras atividades de grupo?

Ele está há muitos dias sem sair de casa, talvez por consequência da dificuldade de dirigir ou do medo de utilizar transporte público.

Há alguém que o (a) faça visitas frequentes? Caso não seja possível, a casa possui sistema de alarme, um alarme pessoal ou algum serviço diário de assistência por telefone?

Existe alguém próximo fisicamente que possa ajudar em caso de incêndio, inundação ou qualquer outro problema de grande porte?

Preste atenção nos detalhes da casa: correspondência desorganizada, espalhada ou fechada, contas atrasadas etc.

Acidentes que se tornam recorrentes, como quedas, devem ser considerados.

Recuperação lenta. Como foi o processo de recuperação das últimas enfermidades? Elas acabaram ficando mais sérias? Houve necessidade de ajuda médica?

Piora de uma condição crônica. É preciso recorrer a algum tipo de ajuda quando ocorre uma piora em problemas como obstruções pulmonares, demência ou insuficiência cardíaca.

Dificuldades de gestão de atividades do dia a dia, como vestir-se, tomar banho, cozinhar…

Caso o idoso ainda dirija, acompanhe-o em uma viagem para conferir se ele colocou corretamente o cinto de segurança ou se deu a seta e respeitou os limites de trânsito. Há sinais de preocupação, tensão ou distração durante a viagem?

Confira se os produtos da dispensa estão dentro da validade ou se há sinais de falta de memória por parte do seu idoso.

A manutenção da casa está em bom estado? É importante verificar se eletrodomésticos e utensílios de uso constante estão quebrados e sem conserto agendado. Há sinais de descaso, como roupa suja, banheiro sem limpeza etc?

Plantas e animais de estimação estão abandonados?

Pergunte aos amigos próximos se o comportamento do familiar mudou recentemente.

Consulte o médico que o acompanha para saber se há necessidade de se preocupar com a sua saúde ou segurança, ou se é aconselhável a contratação de um cuidador. Caso ache que a pessoa irá resistir à ideia, peça ao médico para fazer uma avaliação profissional.

Não se esqueça do estado emocional dos mais velhos. Caso o idoso esteja ansioso e sentindo-se cada vez mais solitário, talvez seja a hora de buscar as razões por trás disso.

 



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Por | 2017-08-12T11:40:45+00:00 13/08/2017|5 Comentários

5 Comentários

  1. Cyro 14/08/2017 em 01:18 - Responder

    Muito bom!

  2. Angela Salles 24/08/2017 em 18:08 - Responder

    Boas dicas. Grata

  3. Carlos Alberto 25/08/2017 em 08:44 - Responder

    Um artigo dos mais importantes que li e estou degustando . Quão bom seria que essas orientações as famílias observassem em relação aos seus pais e avós. Meus parabens, a equipe do Mundo Prateado. Carlos Alberto.

    • Luiza Morena 25/08/2017 em 11:24 - Responder

      Olá Carlos, ficamos felizes em contribuir de alguma maneira com esclarecimentos tão importantes com relação à vida do idoso.

      Um abraço,

      Luiza Morena

  4. Rizonete Gomes 25/08/2017 em 21:57 - Responder

    Muito bom ! Com certeza nos desperta para sinais que podem estar passando despercebidos!

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