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Markus Konká

Ator, bailarino, coreógrafo, diretor, professor de arte cênica e preparador com especialização em expressão corporal. Estão aí os ingredientes poderosos que resultam na espetacular forma física e no carisma  singular de Markus Konká,  esse carioca estiloso, cujo currículo inclui espetáculos teatrais memoráveis, como A Morta, de Nelson Xavier, e Gota D’ água, de Gianni Ratto; dezenas de trabalhos onde solou como dançarino, e diversos longas metragens de peso do Cinema brasileiro, como Se Segura Malandro, Lucio Flavio, o Passageiro da Agonia, Quilombo dos Palmares, Lamarca e Rio, Babilônia.  Aos 61 anos, Konká, como esse prestigiado ator é conhecido no meio artístico, surpreende pelo vigor. E ultrapassa o ” portal da terceira idade” cheio de disposição para fazer diferença.

MP – O que você acha sobre um Movimento que pretende trazer à tona o tema do Envelhecimento?
Konka – Absolutamente pertinente. É um tema que precisa ser tratado com profunda seriedade e total respeito. O ser humano ” envelhecido”, no Brasil, é desvalorizado e desrespeitado. Devemos estar atento às maturidades alheias. Sempre temos algo a aprender.

MP – O que você tem a dizer sobre envelhecer?
Konka – Sou Budista. não tenho medo da velhice. Creio que o envelhecimento faz com que o ser humano inteligente obtenha novas aquisições. As marcas plásticas do corpo fazem parte de uma maturidade, experiência e sabedoria. Temos que saber conviver com o óbvio: a vida é cíclica e também é uma questão de hábito. Eu acredito profundamente que o ser humano deve viver até o fim de sua existência em busca de sua mais íntima dignidade.

MP – E como artista…
Konka – O artista acaba se deixando levar por certas vaidades. E quando tem certa experiência, também acaba não dividindo com os mais novos e iniciantes. E assim acaba perdendo o que de melhor poderia ter nessa relação, a troca generosa. O envelhecimento não deveria ter o sentido de enclausurar-se, mas de partilhar.

Atualmente Markus Konká vive e trabalha em Vitória, onde tem atuado principalmente como coreógrafo e diretor, e de onde sai com frequência para fazer trabalhos como ator. Provavelmente no ano que vem,  ele será visto em pequena mas marcante participação na minissérie Dois Irmãos, da TVGlobo, dirigido por Luiz Fernando Carvalho.

Fotografias: Tom Boechat e Adriano Monteiro.

Por | 2015-08-24T09:02:28+00:00 05/08/2015|0 Comentários

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