Uma web para todos

Embora a maioria dos usuários da Internet seja composta por jovens, o grupo dos idosos na rede cresce cada vez mais. Uma pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil em 2013, indicou que a participação de pessoas com mais de 60 anos em redes sociais aumentou 28,5% em relação ao levantamento realizado em 2006. No início de 2013, os internautas da terceira idade representavam 1,95% de todos os usuários da Internet brasileira.

A Web e seus diversos sistemas, como redes sociais, salas de bate papo, lojas virtuais etc. podem ajudar a reduzir o isolamento do idoso, estimulando a aprendizagem e facilitando a comunicação deste público com amigos e parentes, além de contribuir para sua inclusão social. Se a tecnologia pode contribuir para uma melhor qualidade de vida da terceira idade, uma grande parte da população idosa ainda evita o uso de computadores, seja por medo, falta de conhecimento ou acima de tudo, pelas dificuldades encontradas ao navegar na Internet.

Através dos sites, uma variedade de informações e serviços são oferecidos a pessoas em diversas regiões do mundo e com diferentes características socioculturais. Em função de sua amplitude, é recomendável que as interfaces com o usuário sejam de fácil manuseio e possibilitem o acesso de qualquer pessoa ao conteúdo oferecido. Ou seja, essas interfaces devem ser projetadas em conformidade com as diretrizes de acessibilidade e com foco na usabilidade.[1]

Com o avanço da idade, os aspectos motores, físicos e cognitivos dos idosos são afetados, prejudicando a mobilidade e, principalmente, a habilidade em distinguir e processar muitas informações ao mesmo tempo. Em geral, pessoas da terceira idade possuem dificuldade na utilização simultânea do mouse e do teclado, na visualização do monitor e na obtenção de sons de dispositivos de áudio. Por isso, apesar de todos os benefícios que a Web traz para o idoso, muitos não conseguem fazer uso da mesma, pois suas interfaces não foram projetadas para este público.

A acessibilidade na web representa o direito do idoso de ter acesso a informações, eliminando barreiras. Ela deve ser um requisito mandatório em qualquer site.

Mas apesar de indubitavelmente importante, conquistar a acessibilidade digital não é simples. O processo de acessibilização de sites não prevê apenas que se valide uma interface de forma automática; é necessário também que seja feita uma validação com humanos, tanto com a participação de especialistas como com usuários com limitações. Essa avaliação viabiliza possibilita uma interação harmoniosa e, ao mesmo tempo, garante a oferta de conteúdo compreensível e navegável.

[1] Usabilidade é a característica que determina se o manuseio de um produto é fácil e pode ser rapidamente aprendido, dificilmente esquecido, sem provocar erros operacionais, satisfazendo seus usuários e resolvendo as tarefas para as quais ele foi projetado. Já acessibilidade é o termo relacionado a acesso para todos, ou seja, é a possibilidade de qualquer pessoa, usufruir os benefícios de uma vida em sociedade, de participar de todas as atividades, entre elas a Internet, com o mínimo possível de restrições. Se um problema que afeta um perfil específico de usuários é tipicamente um problema de acessibilidade; se o problema afeta uma variedade ampla de pessoas, é um problema de usabilidade.

 

Por | 2015-09-29T19:32:21+00:00 23/09/2015|1 Comentário

Um Comentário

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